Campo de pesquisa sobre o Sistema Único de Saúde: notas sobre as competências científicas instaladas no Brasil

Por Marcelo Paiva e
Mayra Juruá

No Boletim n.57 da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), os autores Marcelo Paiva e Mayra Juruá (CGEE) se debruçam sobre as competências cientificas instaladas no Brasil, com foco nas contribuições sobre o Sistema Único de Saúde (SUS).

Realizando um exaustivo mapeamento das relações semânticas estabelecidas nas produções declaradas pelos pesquisadores (doutores) na Plataforma Lattes – mais de 13 mil artigos, trabalhos completos em anais ou capítulos de livro publicados –, entre 2015 e 2020, são definidas áreas temáticas que refletem o nexo científico do SUS, apontando sob quais fronteiras do conhecimento as disciplinas no país avançam.

Mapeamento das contribuições sobre o SUS e os clusters temáticos. Fonte: CGEE

Cabe destacar que estes pesquisadores possuem múltiplas formações e atuam em áreas diversas indo desde a Ciência da Saúde até as Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes (CHSSALLA). O desenho multidisciplinar da rede de pesquisadores, assim como as convergências observadas em diferentes áreas temáticas, permite constatar que uma ampliação da capacidade nacional em pesquisa e desenvolvimento (P&D) abrange tanto questões de soberania nacional, como o desenvolvimento de medicamentos e produtos médico-hospitalares, quanto as necessidades sociais, políticas, jurídicas e econômicas que permite refletir as preocupações internas da sociedade brasileira.

Os autores concluem que “se as evidências e a literatura já apontavam a essencialidade do SUS no atendimento e proteção à população, bem como elemento de desenvolvimento acional, a pandemia de COVID-19 sublinhou o que vinha sendo repetido por renomados médicos e sanitaristas: o SUS é fundamental para a garantia dos serviços públicos no país. E para que esta escolha seja possível, é necessário o fortalecimento incessante não apenas das políticas de saúde, mas a valorização das ciências humanas e sociais, assim como de todo o sistema de ciência, tecnologia e inovação”.

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